quinta-feira, 7 de outubro de 2010

desmaio.

a data estava marcada, o dia era "o" crucial, ou se sobreviva, ou morria-se.
a adrenalina e o receio percorriam-me as veias a mil á hora. as emoções eram fortes, e o tempo de espera era longo, os tremores constantes e o suor eram abundantes: como é que a conversa foi tão curta?
pequena, mas extremamente dolorosa, petrificante até. as borboletas do meu estômago desfaleceram, a vida do meu rosto evaporou-se. fiquei pálida, cai numa inconsciência tão profunda que as próprias pernas me obrigaram a andar mecanicamente até casa. Nem uma chamada, nem um “estás bem”, nada. será que era tão boa actriz que ninguém se apercebeu que eu me transformara num ser ambulante sem vida? fui abandonada por mim mesma,

chama-lhe cadáver de coração destroçado.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

anger,

prohibited for this, for that and the other.
-não podes, não quero!
-porquê?
-porque não.
ódio, e paleio, pedido e rejeição. PROIBIÇÃO!
eu quero, eu devo, libertar-me deste ninho de impedição, soltar a criação, ou ela explode, e aí, morro.
sou um tornado de consiência ciente de tudo, sensível ao toque; espinhos e pétalas desabrocham em mim, desorientadas, prematuras para este mundo sem fim.
posso parecer que lá quero saber, posso ser hilariante, quando no fundo sou devastante, exaustate, terrível e maldosa com todos que me rodeiam e me odeiam, e todos que me amam e me suportam.
sou um sufoco, um suspiro vindo de uma lágrima de um rio, sou um dom, e ao mesmo tempo uma maldição.

sou raiva, sou proibição.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

oquéq queres ser quando fores grande?

se és rapariga, certamente quando eras miudinha, querias ser princesa ou fada. eu quis. depois querias ser cabeleireira, actriz, cantora, veterinária, médica, professora ou bióloga, enfim, entre muitas outras profissões. mas quando se chega a certa idade, deixa-se muitos sonhos, ganha-se juízo, e estuda-se matemática, ciências, química e essas porras todas; informas ao mundo que queres ser advogada, dermatologista e fisioterapeuta, em vez de seres bailarina, tatuadora e MC. mas o que é que acontece ás desgraçadas que não querem ser nada, que não querem adoptar as fardas mas sim continuar com jeans, vans, asneiras e muito rock e rap? ya, gente, essas cenas todas. o que é que acontece ás pessoas que querem viver na costa da Califórnia, acompanhadas apenas por um loiraço (aaa)', uma guitarra e uma prancha? aquelas, que, simplesmente querem paz, vidas sem stress, simplicidade, festa e muitas ondas? como é que se diz uma cena destas, á nossa sociedade retardada? não se diz, ya? ficasse caladinho, ou ainda pensam mal, né? amigo, caga. se queres ser skater, surfista, pintor, cantor de rock, tatuador, poeta(...), não desistas. meu, segue a tua, sê feliz, e vive, os outros que se matem lá no seu escritório imaculado, com as suas vidas monótomas, whatever, não é? ;)
muita paz e amor praa' todos.

hiperactividade compulsiva que faz doer.

é como se o mundo estivesse a cair em pedaços, os oceanos revoltaram-se contra os céus, a terra deixou de dar verdura e o som passou a ser mudo, só a escuridão é que se cheirava.
a razão pela qual tudo deixou de ter cor, é me ridícula, inacreditável, como é que um ser tão ninguém conseguiu atingir o “alguém”?
os sábios dizem que há tempo, o futuro estará para vir, com frutos de alegrias internas, e pomares de mágoas latejantes. Estou farta do tempo, sou impaciente, quero acção e não quero palavras.
tu saltas dum lado para outro, forçando-me a ver os teus olhos a cada minuto que passa, a minha dor, é culpa tua. o teu riso peculiar enche os meus sonhos, e a tua presença e calor agrada-me, defendendo-me do monstro papão que habita debaixo dos lençóis.
és um simples hiperactivo que não consegue parar, parar de me magoar.

PAROU!  (mas por favor, continua *_*)