quinta-feira, 7 de outubro de 2010

desmaio.

a data estava marcada, o dia era "o" crucial, ou se sobreviva, ou morria-se.
a adrenalina e o receio percorriam-me as veias a mil á hora. as emoções eram fortes, e o tempo de espera era longo, os tremores constantes e o suor eram abundantes: como é que a conversa foi tão curta?
pequena, mas extremamente dolorosa, petrificante até. as borboletas do meu estômago desfaleceram, a vida do meu rosto evaporou-se. fiquei pálida, cai numa inconsciência tão profunda que as próprias pernas me obrigaram a andar mecanicamente até casa. Nem uma chamada, nem um “estás bem”, nada. será que era tão boa actriz que ninguém se apercebeu que eu me transformara num ser ambulante sem vida? fui abandonada por mim mesma,

chama-lhe cadáver de coração destroçado.

4 comentários:

  1. obrigada amor, mas a verdade é que existem coisas que por mais anos que passem nunca são esquecidas :/
    <3

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  2. não sabia que escrevias assim, hannah :)
    está bom o texto. *

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comenta, mas não julgues*